| |
A
inauguração do Teatro Clara Nunes em maio
de 1977 foi marcada por muita alegria e confusão.
Depois de peregrinar por dezenas de teatros cariocas,
a cantora Clara Nunes, seu marido, o compositor Paulo
César Pinheiro e o amigo Danilo Rocha decidiram
abrir sua própria casa de espetáculos
- e escolheram o Shopping da Gávea como sede.
A confusão aconteceu em torno de um álvara
provisório que acabou rendendo aos sócios
um prejuízo de quase 300 mil cruzeiros - moeda
da época. Lutamos durante todo este tempo,
empregamos tudo o que tínhamos, demos mais uma
casa de espetáculos ao povo carioca e o resultado
é dos mais negativos : uma simples assinatura
tumultua a carreira de um show que promete grande sucesso,
declarou a cantora na ocasião. Dias depois, passado
o terremoto, o teatro reabriu em grande estilo com o
show Canto das Três Raças.
Embora
a idéia de construir o teatro tenha surgido para
suprir suas necessidades de fazer shows, Clara Nunes
sempre fez questão de deixar evidente sua vontade
de compartilhar o espaço com outras atividades
artísticas, como a música clássica
e o teatro. O que, na verdade, só aconteceu a
partir de 1983, ano da morte da cantora. E o Teatro
acabou se firmando mesmo como um dos principais palcos
da música popular da época. Por lá,
passaram Jorge Ben Jor, Simone, Caetano.
A
filosofia do teatro começou a mudar quando foi
sublocado pelo diretor Sérgio Brito - na ocasião,
dono do Teatro dos Quatro - para uma encenação
de Rei Lear, que trazia no elenco Ary Fontoura,
Yara Amaral, Fernanda Torres e José Mayer. A
partir daí, o Teatro Clara Nunes inaugurava uma
nova fase de sua história.
MUITA
COISA PRA CONTAR
Quem
se lembra muito bem dessa época é o vigia
Pedro Damião da Costa e o gerente William de
Almeida, ambos há 25 anos trabalhando na casa.
Vivendo
no meio daquela confusão de cenários,
figurinos e refletores durante todo esse tempo, cada
um acabou guardando na lembrança alguns episódios
marcantes. Para Pedro, foi inesquecível abraçar
Ursula Andress, quando a atriz esteve no teatro acompanhada
de Elke Maravilha.
Ao
falar dos atores, Damião se emociona. Otávio
Augusto, Marcos Winter e Miguel Falabella são
gente boa. Mas tem um sujeito que me faz lembrar da
música Se todos fossem iguais a você,
de Tom e Vinícius, é o Tony Ramos.
William concorda e diz que a melhor atuação
que já viu no Clara Nunes foi de Edwin Luisi,
como o protagonista de Freud no Distante País
da Alma.
Os
dois lembram ainda, com carinho, de outro ator que fez
história no Shopping o Falabella estreou
aqui, ao lado de Bia Nunes, Olívia Hime e Maria
Padilha, em A Menina e o Vento, primeira
direção de Marília Pêra.
É
verdade, que a partir daí, o nome de Miguel Falabella
virou quase sinônimo dos teatros do shopping.
Foi ali, que no fim dos anos 80, estrelava ao lado Guilherme
Karan um dos grandes sucessos da dupla Sereias
da Zona Sul.
LEIA
TAMBÉM:
Olha ele aí outra vez
Em cartaz
no Teatro Vanucci, com Batalha de arroz num ringue
para dois", Miguel Falabella atua pela primeira
vez ao lado da amiga e atriz Claudia Jimenez
Veja
a programação dos teatros do shopping
moda
| decoração
| entrevista
| gastronomia
| teatro
ensaio pela
gávea | shopping
| lan
| artigos
|
a revista
| contato
| imprimir
| topo
|
|