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O
RESTAURANTE GULA GULA IMORTALIZA SUAS RECEITAS NUM LIVRO
DE DAR ÁGUA NA BOCA!
Alexandre
Rossi
Existem
restaurantes que são conhecidos pela qualidade
da comida. Outros fazem sucesso por sua localização
e freqüência. Dentre todos esses, alguns
ainda alcançam status de recanto tradicional
por excelência. Mas têm aqueles que além
de tudo isso, possuem um carisma especial, obrigando
críticos e gourmets a criarem novas classificações
para eles. E nada mais apropriado para definir o que
é o conceito Gula Gula do que o título
do livro que traduz em 128 páginas, um pouco
da essência do lugar: Comida Bossa-Nova!
Não
porque tenha nascido no epicentro da zona sul carioca,
ou pelo fato de ter sido (bem) freqüentado por
músicos locais. Mas o título lhe cai tão
bem pela sofisticação descompromissada,
pela elegância despretensiosa e principalmente,
porque está para a gastronomia assim como João
Gilberto está para o jazz, Vinícius para
a poesia e Tom Jobim para a música popular mundial.
A
publicação de Gula Gula - Comida
Bossa-Nova acabou por consolidar o pioneirismo
de uma tendência que surgiu quase sem querer alí
na Rita Ludolf, em 24 de fevereiro de 84. Mas no meio
da ferveção do Baixo Leblon, a poucas
quadras da praia, o Gula ia no sapatinho,
se tornando referência na cena carioca. Era sair
da praia e cair alí. Nada de pratos pesados,
apenas quiches, saladas, batatas e musses salgadas.
Isso pelo menos duas décadas antes do primeiro
cardápio light ser chamado assim.
O
livro explicita esse caráter Sol, Sal,
Sul a partir de depoimentos de seus criadores,
como Pedro de Lamare, um dos sócios, que lembra:
eu trabalhei seis anos na Atlântica Boavista,
depois mais seis anos no mercado financeiro de terno.
Quando virei sócio do Gula, comprei uma moto,
passei a trabalhar de bermuda, ia à praia de
manhã no Leblon, nadava e voltava andando.
E esse estilo de vida, que transparece em cada centímetro
do Gula Gula, acabou se expandindo por outros picos
pela cidade. Dentre eles, o Gula Bar, uma sociedade
de Pedro, seu irmão Fernando e o empresário
musical João Mário Linhares. Alí
rolaram jam sessions memoráveis, freqüentadas
por gente do naipe de Milton Nascimento, João
Bosco, Leo Gandelman e Raul Mascarenhas.
Um
dos mais inusitados elogios ao Gula é destacar
que o cardápio parece o mesmo há anos.
Mas a verdade é que existem coisas que parecem
as mesmas e ninguém quer que mude, tipo as músicas
do Jorge Benjor. E quando você vai ao Gula, está
esperando que a salada de Frango ao Pesto esteja lá,
assim como a de Folhas com Salmão, a Quiche de
Cebola e o Cheese Cake de Cassis. E graças ao
lançamento de Gula Gula - Comida Bossa-Nova
agora estão todas devidamente imortalizadas.
Não só na transcrição das
receitas, como nos suculentos instantâneos do
ás da fotografia culinária, Sergio Pagano.
Esse é o que se pode chamar de um livro para
se comer com os olhos!
Gula
Gula - Comida Bossa-Nova
128 páginas
Editora Senac Rio
Texto: Luciana Pessanha
Fotos: Sergio Pagano

NHOQUE
DE RÚCULA
INGREDIENTES
Nhoque
500g de batata, 1 gema, 25g de manteiga, 2g de noz-moscada,
150g de parmesão ralado, 5g de sal, 250g de farinha
de trigo e 2 litros de água
Molho de rúcula
1 maço pequeno de rúcula, 100ml de
azeite (1/2 copo), 1 dente de alho, 10g de pinoli, 5g
de sal e 100g de parmesão ralado fino
PREPARO
Nhoque
Cozinhe a batata até que fique macia. Em
uma tigela ou bacia, amasse a batata com um garfo e
junte todos os ingredientes menos a farinha e a água.
Em seguida, vá adicionando a farinha e trabalhando
a massa com as mãos até que fique lisa
e uniforme (use somente 200g de farinha). Em uma superfície
limpa e de preferência de pedra, polvilhe com
a farinha restante, faça rolinhos com a massa
de batata e corte com a faca. Em uma caçarola,
ferva a água, coloque os nhoques para cozinhar,
pouco a pouco, retirando os que boiarem. Quando os nhoques
estiverem prontos, basta misturar com o molho.
Molho de rúcula
Junte todos os ingredientes no liqüidificador,
menos o parmesão, e bata por 30 segundos. Desligue
o liqüidificador, acrescente o parmesão
e misture com uma colher. Na hora de servir, adicione
1 colher de sopa da água em que cozinhou a massa.

CREPES
DE ALHO-PORÓ

INGREDIENTES
Massa
250ml de leite, 20g de farinha de trigo, 20g de
espinafre cozido, 1 ovo, 5g de sal e 10g de manteiga
Recheio
4 alhos-poró, 10ml de azeite extravirgem,
sal e pimenta-do-reino a gosto
Molho
1/2 cebola pequena picada, 25g de manteiga, 400ml
de creme de leite fresco, 250g de Catupiry, 5g de sal
e 1 pitada de pimenta-do-reino branca moída na
hora
PREPARO
Massa
Bata todos os ingredientes no liqüidificador.
Em uma frigideira de teflon com mais ou menos 18cm de
diâmetro, frite os crepes sem gordura, e o mais
fino possível. Reserve.
Recheio
Refogue o alho-poró em fogo baixo no azeite
até secar toda a água. Tempere com sal
e pimenta.
Molho
Em outra panela, refogue a cebola na manteiga em
fogo baixo. Misture lentamente o creme de leite e deixe
ferver. Em seguida, adicione o Catupiry e o sal. Mexa
até desmanchar. Desligue o fogo e junte a pimenta.
Coe e reserve. Recheie os crepes e cubra com o molho.

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