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TRÊS
ROTEIROS ORIGINAIS PARA VOCÊ PROGRAMAR SUAS FÉRIAS
SEM CAIR NA MESMICE
Henrique
Kofman | Fotos Lídio Parente
Turismo
de aventura está definitivamente em alta. É
só consultar sites e prospectos das maiores agências
européias, americanas e japonesas para encontrar
destinos muito distantes dos chamados pólos turísticos
tradicionais. Um coquetel contingencial,
composto muitas vezes pelo câmbio, o politicamente
correto e uma saudável redescoberta da natureza,
colocou alguns lugares antes considerados longínquos
e inóspitos bons apenas para se visitar
através dos canais de TV a cabo na crista
da onda (em praia virgem de águas cristalinas).
E nesses mesmos sites e prospectos descobrimos também
que muitos desses destinos da hora ficam
aqui mesmo, no Brasil. Paisagens de tirar o fôlego,
roteiros com grande apelo aventureiro e cultural, muitas
vezes, infraestrutura turística suficiente para
garantir que férias sejam férias
e não figuração em algum filme
tipo Indiana Jones e o templo da perdição.
GÁVEA selecionou três opções
nesse espírito para você. Confira a seguir.

Nossa
primeira parada é o maior arquipélago
fluvial do mundo, Anavilhanas, um paraíso
distante apenas 100 quilômetros de Manaus (o que,
em termos de distâncias amazônicas, é
um pulinho) e que é composto por
400 ilhas, centenas de lagos, igapós, igarapés
e riquíssimo em flora e fauna. Uma imensa reserva
protegida por lei alí funciona a Estação
Ecológica de Anavilhanas, com 350 mil hectares
e que pode fazer parte de um roteiro amazônico
com outros atrativos (veja no box).
Entre
novembro a abril, o Rio Negro está em seu período
de cheia e metade das ilhas de Anavilhanas fica debaixo
dágua. Os animais, então, migram
para as terras mais elevadas e são mais facilmente
observados. Quando as águas baixam, surgem centenas
de praias paradisíacas e a região é
entrecortada por mais de 90 quilômetros de canais
que, como uma rede, transformam o lugar em uma espécie
de Veneza amazônica.
Tanto
na cheia quanto na vazante, percorrer a região
de barco é a melhor opção. Diversas
agências e companhias de transporte organizam
excursões para as Anavilhanas, incluindo hospedagem
a bordo ou em hotéis da região. A melhor
pedida é ficar em um dos chamados hotéis
de selva ou ecológicos, construídos de
forma integrada à natureza e que costumam conciliar
a intimidade com a mata com conforto e bom
serviço. As principais companhias aéreas
brasileiras possuem vôos diários para Manaus,
partindo do Rio de Janeiro.
HOSPEDAGEM
Ariaú
Amazon Towers Hotel
Fica instalado na copa das árvores da floresta,
a 55 km de Manaus (2h30min de barco), margem direita
do Rio Negro, no começo do Arquipélago
das Anavilhanas. São 210 apartamentos, auditório,
anfiteatro e heliporto.
(http://www.ariautowers.com.br)
Manaus (92) 622-5000 ou 232-4160
Rio de Janeiro (21) 2234-8779 ou 2254-4507
Acajatuba
Jungle Lodge
Fica à margem de um igarapé do rio
Acajatuba, próximo ao Arquipélago das
Anavilhanas, a 60 km de Manaus (2h30min de barco). São
30 quartos (60 leitos).
(92) 233-7642, 232-9492 e 9965-3104
Amazon
Lodge
Fica no Lago Juma, Município de Autazes,
a 80 Km de Manaus (3h30min de barco). São 14
quartos (28 leitos)
(92) 622-4144 e 622-1420
Anavilhanas
Creek
Fica no Igarapé do Marajá, Município
de Novo Airão, a 60 Km de Manaus (4h de barco,
2h de lancha). São 35 bangalôs (80 leitos)
(92) 233-6676 e 233-1162
OUTROS
DESTAQUES DA REGIÃO
Encontro
das Águas

Quando as águas escuras do Rio Negro se encontram
com as águas barrentas do Rio Solimões,
elas não se misturam imediatamente. Por mais
de seis quilômetros, os rios correm lado a lado,
cada qual em sua faixa. Uma visão inesquecível,
emoldurada pela floresta e pela vista de Manaus. Saindo
da capital, o passeio pelo rio leva aproximadamente
uma hora.
Cultura
e natureza

Em novembro de 1969, o antigo depósito de lixo
de Manaus foi transformado em Horto Municipal. Hoje
batizado como Jardim Botânico Chico Mendes, produz
plantas ornamentais, frutíferas e exóticas
e é um dos orgulhos dos manauenses. Na capital,
merecem atenção ainda algumas belas construções
do final do século XIX, como o Teatro Amazonas
(1896), o Mercado Municipal (1883), o Palácio
da Justiça (1893), a Alfândega (de 1909)
e o Porto de Manaus.
Parque
do Lago
A uma hora de barco de Manaus, pelo Rio Negro,
fica o Parque Ecológico do Lago Janauari, que
possui nove mil hectares de matas de terra firme, várzea
e igapós (floresta inundada). Excursões
são promovidas pelas principais agências
de Manaus, com saída pela manhã e volta
no final da tarde.
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PARADA >> Os maiores cãnions brasileiros

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