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Uma
exala tranquilidade. A outra tem um jeito agitado de
ser. Cada uma com seu tipo, Tereza Seiblitz e Cissa
Guimarães revelam como se tornaram referências
de uma estética saudável e bem resolvida
Por
Simone Raitzik
:: Fotos de Flávio Colker
O
apartamento na rua Embaixador Carlos Taylor é
cercado de uma mata povoada por micos e pássaros.
O cheiro de incenso impregna o ambiente decorado com
desenhos dos filhos e objetos trazidos de viagens ao
Nordeste e África. Bem-vinda ao aconchego do
lar doce lar de Tereza Seiblitz, um espaço despretensioso
mas rico em detalhes e conteúdo. Acho que
tudo aqui tem a minha cara, define. Tereza é
exatamente assim: simples e receptiva, mas intensa.
Vou fundo em tudo que faço, me entrego
mesmo, reflete. No momento, ela é a Maroquinhas
Fru-Fru, do texto infantil de Maria Clara Machado, e
ensaia Mambembe, um musical de Amir Haddad,
com estréia prevista para maio. Em casa, cuida
de Manuela, de 5 anos, e Vittorio, de 3, filhos de André
Gonçalves e Luiz Fernando Carvalho, respectivamente.
Quando
consigo ter tempo para mim, corro para as aulas de dança
e ioga. Faço balé desde os 15 anos e já
pratiquei com o Victor Navarro e a Débora Colker,
conta, explicando a paixão pelo movimento. Sem
preocupação com o peso, Tereza só
sobe na balança quando vai ao médico.
Minha relação com o exercício
é de auto conhecimento, sem a paranóia
da malhação. Sou ligada na sensação
e não no resultado. Busco prazer e acho que a
estética acaba vindo junto. Saio da aula feliz
da vida, cheia de energia, diz ela, admitindo
que foge das academias tradicionais aquelas
grandes e lotadas de aparelhos. Raramente
fiz ginástica.
Ela
realmente não precisa. Aos 39 anos, com 1,65m
de altura e mantendo os seus (supostos) 54 quilos, Tereza
se alimenta super bem. Fica feliz da vida com um saudável
prato de salada e legumes e descobriu, recentemente,
o Biochip suco de clorofila com grãos
germinados misturados com maçã, pepino,
abobrinha e batata doce. A bebida faz parte da
filosofia de ingerir apenas alimentos vivos, sempre
crus e crocantes. Mas não sou nada radical. Ainda
sobra um bom espaço para chocolate e café,
meus dois vícios, brinca.
Sem
cultuar radicalismos, Tereza cresceu em uma família
onde o diálogo era uma prática comum.
Filha de mãe antropóloga e pai médico,
ela fez faculdade de Letras e Educação
Artística e assume que tem uma tendência
a questionar qualquer modismo. Desconfio da unanimidade,
confessa. Além da aula de balé (com o
professor Jean Marie, na academia de Enid Sauer), ela
faz 20 a 30 minutos diários de ioga, muitas vezes
em casa. É um movimento que ajuda demais
a exercitar a flexibilidade, perfeito para começar
o dia. Durante a gravidez me ajudou muito. A meditação
também faz parte do seu ritual, através
dos encontros da Siddha ioga. Ali, o canto repetido
é a fonte de concentração,
afirma.
Calma
e equilibrada, Tereza carrega a essência da filosofia
zen. No dia-a-dia, busca sempre contornar as ansiedades
e fica atenta para desfazer conflitos. O mau humor
e a raiva tensionam e envelhecem, ensina. Cheia
de planos de viagens, ela pretende em breve conhecer
a Índia, um projeto antigo. Não
sou exatamente mística, mas acredito nos fundamentos
da ioga que dizem que o ser humano é responsável
por todos os seus atos e conseqüências. Acho
que existe uma força que a gente não vê,
mas que está presente. O importante é
encontrar o foco e seguir em frente.
Continua
>>> com Cissa Guimarães

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