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A fala é rápida e bem-humorada. O passo, forte e decidido. Para o bom observador, basta um olhar para concluir que o estilo mignon/menina não passa de fachada. Cissa Guimarães é um mulherão, dessas com energia de sobra. E ela sabe gastá-la sem desperdícios. Trabalha direto – atualmente como a Beatriz de “Malhação” e durante anos foi a carismática apresentadora do Video Show, na Rede Globo, junto com Miguel Falabella. É mãe zelosíssima e administradora da casa onde vive com os três filhos – Tomaz (25), João (20) e Rafael (12) – dos casamentos com Paulo César Pereio e Raul Mascarenhas. Nas horas vagas, é comum encontrá-la subindo lépida e faceira a íngreme ladeira da rua Major Rubens Vaz ou fazendo esteira na Gávea Gym. “Gosto de caminhar e tenho fôlego que não acaba mais. Acabei de voltar de uma viagem para o Havaí, com o meu filho, e fizemos altos trekkings. Me senti em forma, com tudo em cima”, diz ela, orgulhosa da empreitada.

Que ninguém duvide que ela é capaz de muito mais do que cruzar as montanhas do Havaí. Em plena forma aos 47 anos, Cissa vai sempre longe. Em todos os sentidos. “Sou disciplinada e sabe que ginástica me faz um bem danado?”, assume. Para compôr seu estoque de endorfina, ela tem uma agenda de exercícios que cumpre não tão rigorosamente e, sim, prazerosamente. “Faço um alongamento para corpo e alma com a Cristina Heydt. Ela escolhe músicas lindas e explora movimentos que trabalham todos os músculos do corpo. Depois, completo a rotina com musculação e aeróbica, porque a idade pede...”. A periodicidade é aquela de “tentar fazer cinco vezes por semana para acabar conseguindo ir pelo menos três”. “No fundo, adoro variar e ter opções para escolher. Quem se prende a um só tipo acaba cansando e parando”, dá a dica.

Cissa também já parou, quando os filhos eram pequenos. “Não sobrava tempo para nada”, lembra. Hoje, mais tranqüila e com uma rotina estabilizada, ela consegue cuidar do seu bem-estar. “Adoraria ter feito esporte quando era mais jovem. Não deu, mas agora estou compensando o tempo perdido. Através dos exercícios testo meus limites e desenvolvo uma consciência corporal”. Quando dá, ela explora a veia esportiva jogando frescobol na praia ou percorrendo trilhas rumo às cachoeiras. “Já tentei aprender a surfar e velejar, mas sei que, agora, na minha idade, qualquer acidente é mais perigoso. O conserto demora muito. A gente acaba aprendendo a ser mais cuidadosa, mas mesmo assim eu apronto bastante, viu?”.

Todo esse (bem-resolvido) momento-vaidade vem acompanhado de um ritual de beleza bacana. Ela gosta de deixar claro que “não é nada fresca, dorme em qualquer lugar e não dá a mínima para o universo da moda”. O que ela curte mesmo é o inesgotável mundo da cosmética. “Adoro cremes”, assume. Antes da ginástica, passa um gel redutor à base de parafina e cânfora que intensifica o suor. Depois do banho, vale um toque de Celulli-Zone da Biotherm. “Não sei se é por causa dos cuidados ou porque sou fruto de uma mistura de holandês com africano, mas a minha pele é bem resistente. Não tenho celulite”. Os cremes para o corpo variam a cada mês: desde os caríssimos da Sisley até uma enorme gama de óleos essenciais. Isso sem falar no óleo de Andiroba da Natura. “Tenho fascinação por cheiro e passo perfume toda noite antes de dormir”.

Mas para quem vislumbra na moça apenas um jeito speedy de ser – como ela mesma se define -, há grandes surpresas na Cissa versão 2004. “Estou buscando exercícios mais conscientes e pretendo experimentar a Ashtanga ioga, que é mais ativa do que a tradicional. Pode ser uma forma interessante de equilibrar a minha hiperatividade”. Ela ainda faz acupuntura e meditação transcendental. “E, gente, o que mais dá certo em toda essa rotina é praticar o riso. Faz um bem danado...”.

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