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Kassin
Soul,
rock... e pagode?
Cody
ChesnuTT

Parece erro mas é assim mesmo, com dois Ts
maiúsculos no final. Para quem não conhece,
ele é o cara que fez aquela música do
The Roots que toca nas rádios e parece Rolling
Stones. O disco do Cody foi gravado em casa num equipamento
de 4 canais, e chama-se The Headphone Masterpiece.
Disco
duplo, como o do Outkast, este também é
uma obra-prima como o nome sugere. Parecendo um Curtis
Mayfield do inferno, Cody passeia por vários
gêneros de Rn B, dos antigos
aos novos, com ótimas letras, cheias de um humor
sutil.
Grenade

Normalmente, bandas brasileiras cantando em inglês
não me comovem, salvo algumas boas surpresas
como esta. O Grenade é de Londrina, no Paraná,
e era um projeto pessoal do Rodrigo Guedes que era do
Killing Chainsaw. Ele começou a gravar em casa
e depois juntou a banda pra fazer shows, a banda foi
se unindo mais e chegaram a esse disco.
Gravado
ao vivo no estúdio, como um disco de rock clássico,
o Grenade têm boas músicas e guitarras
que mantêm o disco num clima relaxado, baseado
em arranjos certeiros e ótimos vocais.
Confira
em www.grenade.com.br
Psirico

O Furacão da Bahia como eles mesmos
se auto-proclamam. Márcio Victor é o líder
da banda e percussionista dos últimos discos
do Caetano Veloso, um gênio! Aqui, ele também
canta, seguindo os passos de Ninha, cantor da Timbalada,
que é seu tio.
Márcio e sua turma fazem um pagode ousado que
não se ouvia desde os tempos de Leandro Lehart
no Art Popular. Quem é de implicar com pagode,
melhor passar longe, mas para quem gosta, este disco
é uma boa dica.
Irmãos
Panarotto

Eles são de Chapecó, Santa Catarina, e
fazem parte da Repolho, uma banda de lá que é
uma das preferidas de muita gente, como Marcelo Camelo
(Los Hermanos). Resolveram, então, fazer uma
dupla, produzidos por Marcelo Birck. Birck, um super
talento, era parceiro de Frank Jorge, líder dos
Atonais, e também tem um disco-solo de primeira.
Fizeram
juntos 2 Violão e 1 Balde, um disco
onde, do início ao fim, você sabe que está
ouvindo uma obra-prima. É daqueles discos para
tocar direto, não se consegue pular nenhuma faixa,
tal é a qualidade das músicas. Cheio de
clássicos instantâneos, este já
é um dos melhores discos do ano. Rock muito desleixado,
como o nome sugere.

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