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Por
Simone Raitzik
Quem
te viu, quem te vê. Esse poderia ser o refrão
para a virada que o Shopping da Gávea vem passando
nos últimos cinco anos. Um dos poucos espaços
do gênero em que as lojas pertencem aos proprietários
não há uma empresa que seja a dona
de todo o empreendimento , o shopping começou
resolvendo recentemente o problema da garagem, obsoleta
para o fluxo de automóveis que circulam por ali
diariamente. Ganhamos 500 vagas nesses dois andares,
ficando com uma capacidade total para 850 carros,
explica o síndico e administrador Clark Vieira
da Fonseca. Essa foi uma obra básica e
necessária para toda a comunidade, porque tiramos
os flanelinhas da rua, melhoramos o trânsito e
demos mais conforto aos usuários, completa.
Para executar esse projeto de grande porte foi chamado
o engenheiro calculista Bruno Contarini, responsável
também pela construção da ponte
Rio-Niterói, Linha Amarela e Museu de Arte Contemporânea
de Niterói. Reforçamos muitos pilares
e as fundações, afirma Clark.
Agora,
as prioridades são muitas: mudar a fachada do
shopping, que completa 30 anos em dezembro. Para isso,
já foi contratado o Studio HF, especializado
no visual de edifícios para construtoras como
RJZ e SIG. Queremos ordenar toda a frente do prédio,
criando um painel ripado de estrutura metálica
e lona vinílica tensionada, conta Eduardo
Horta, arquiteto que responde pelo desenho. Essa
é uma obra que pode ser executada rapidamente,
em torno de seis meses, e vai tornar a frente do prédio
esteticamente mais bem-resolvida, pondera.


Clark
Vieira e José Cavalieri, responsáveis
pela transformação do shopping
Outra
mudança mais conceitual vem se realizando dentro
dos corredores. É fácil perceber que o
shopping se sofisticou e ganhou, nos últimos
dois anos, grandes marcas, como Maria Bonita Extra,
Eliza Conde, Richard´s e Osklen. Muitas, ainda,
estão por vir: Redley, Taco, Enjoy e os quatro
cinemas do grupo Estação, que devem ser
inaugurados em setembro. Era o que faltava no
bairro. Já tínhamos teatros, restaurantes
e, agora, vamos completar as opções culturais,
reflete Dailma Itagiba, proprietária de várias
lojas e conselheira.
Um
dos principais responsáveis por trazer essas
grifes para a Gávea é José Cavalieri
Basílio, diretor comercial do shopping há
dois anos, que confessa não ter tido muita dificuldade
em despertar grandes marcas para o potencial do espaço.
Afinal, ali circulam 15 mil pessoas por dia, um público
formado na sua maioria pelas classes A e B. Trouxe
também serviço como revelação
de fotos, armarinho e uma boa livraria. São pequenos
detalhes que fazem falta em uma comunidade tão
bem estruturada como a da Gávea, conta
Cavalieri, que comemora a ocupação total
das 217 lojas. E mais: tem ainda a A!, academia que
foi comprada pelo empresário Alexandre Accioly,
e está sendo totalmente modernizada, só
com equipamentos de ponta. Em breve, o espaço
vai contar também com uma piscina, comemora.

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