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MARINA PERSON É UMA DAS VJS MAIS ANTIGAS DA MTV, UM ROSTO CADA VEZ MAIS CONHECIDO DO GRANDE PÚBLICO E, MEIO QUE SEM QUERER, UM ÍDOLO PARA OS ADOLESCENTES. RECENTEMENTE DEBUTOU COMO CINEASTA. CONHEÇA UM POUCO DA SIMPÁTICA E ALTO-ASTRAL MARINA NESTA ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA GÁVEA.

Por Beto Largman Fotos de Ancar

Em que projetos está envolvida atualmente?
Estou finalizando o documentário sobre meu pai, Luiz Sergio Person (falecido em 1976), chamado “Person”, para ser lançado nos cinemas, e estou trabalhando num roteiro de longa-metragem de ficção que eu quero dirigir. Além dos programas na MTV, claro, que me tomam bastante tempo.

Como foi a experiência de fazer este documentário?
Foi muito boa, muito boa mesmo. Agora mesmo que eu estou finalizando uma versão mais longa do que a que passou na TV Cultura (essa que vai passar nos cinemas), estou revendo pela enésima vez as entrevistas etc., e confesso que me emociono a cada vez. É uma história de vida muito interessante a do meu pai.

Quais são os seus projetos para o futuro?
Conciliar a carreira na TV com o cinema, e ter tempo para curtir a família.

Está satisfeita com o rumo da sua carreira? Acha que poderia ter feito alguma coisa diferente?
Estou satisfeita, mas claro que a gente sempre se cobra um pouco mais. Eu considero que sempre tive sorte, tive boas oportunidades, e prezo muito o tempo de carreira. Em 2005 faz 10 anos que eu trabalho como VJ, se não me engano eu sou uma das mais longevas.

O que tem escutado/assistido/lido ultimamente?
Os últimos de Tom Zé, Chemical Brothers, Moby, Jack Johnson, Beck. Livros: Li “A noite do oráculo”, do Paul Auster, e vi muitos filmes legais ultimamente. Curti “Herói”, do Zhang Yimou, e “A vida aquática”, com Steve Zissou.

Se uma pessoa só pudesse ver cinco filmes em sua vida, quais recomendaria?
Ai que maldade... só cinco? Bem, um brasileiro, pra ela poder conhecer um pouco da nossa cultura, vou ser um pouco nepotista e escolher um do meu pai: “São Paulo S/A”; um do Truffaut: pode ser o “Duas inglesas e o amor”; um espanhol, do Almodóvar, “Mulheres à beira de um ataque de nervos”; um italiano, do Fellini, “La dolce vita” e, finalmente, “Laranja mecânica”, do meu diretor favorito, Stanley Kubrick.

E se pudesse escutar somente cinco músicas, quais recomendaria?
Ah, mas aí é muito castigo, não dá pra escolher só cinco. “Ziggy Stardust”/David Bowie, “All you need is love”/The Beatles, “Estrangeiro”/Caetano Veloso, “Watching the wheels”/John Lennon e “Os alquimistas estão chegando”/Jorge Ben.

O que mais gosta de fazer para se divertir?
Cozinhar para os amigos, cinema e jantar com o namorado, viajar para a praia, ir a festas em casa de amigos.

Você é muito voraz nas compras? Que tipo de produto é irresistível?
Sou, mas passo um tempão sem comprar nada. Quando saio a coisa fica séria. Calças jeans são o meu fraco. Outro dia estava arrumando o armário e vi que tenho uma quantidade indecente para um ser humano só. Também tenho meu lado Carrie, adoro sapatos, e também bolsas.

Quais são os seus estilistas favoritos?
Isabela Capeto, Gisele Nasser, Samuel Cirnanski, Rita Wainer, Alexandre Herchcovitch.

Qual é o seu guarda-roupa básico?
Calça jeans!!! E um sapato confortável, tem que ser confortável, amo muito meus pés pra maltratá-los.

O que faz para se manter saudável de corpo e de alma?
Yoga, cuido da alimentação, faço análise, namoro... E também vou ao cinema, ouço muita música, durmo bastante.

Faz algum trabalho ligado à responsabilidade social?
Não de uma forma sistemática, mas participo de muitas campanhas e eventos de conscientização. Mais até do que doações ou atos beneficentes, eu acredito na informação. Sou ligada ao Greenpeace.

O que acha do momento cultural do país? Está satisfeita com a gestão de Gilberto Gil na Cultura?
Sem dúvida esta é uma área que precisa ser muito cuidada. Mas acho que o ministro é um homem do bem, atento aos problemas, aberto a discussões. O que eu acho que ele tem de muito  positivo é que ele traz as questões para a sociedade, isso faz parte do processo democrático, e como sabemos é uma das coisas mais difíceis de se fazer. A democracia só é fácil na teoria, a prática dela é um desgaste imenso. Acho também que, felizmente, temos uma classe artística muito mobilizada, que colabora com o governo e cobra resultados, temos que dar crédito aos nossos articuladores. Por exemplo, acho demais as sessões de cinema que rolam no palácio.

Como é trabalhar numa estação de TV direcionada ao público jovem?
É maravilhoso, gosto muito de trabalhar na MTV, curto os meus colegas, gosto do que faço e acho importantíssimo falar com os jovens. É um público muito interessante, ao mesmo tempo que tem uma ousadia, um frescor, às vezes eles têm um certo conservadorismo no comportamento. Acho que o diferencial da MTV é justamente a maneira de falar com esses jovens, uma maneira direta, sem hipocrisia, sem censura, e sem crise. É o que a gente chama de “lançar a real”.

Como é ser uma pessoa pública? Quais são os prós e contras?
Os prós são os privilégios que toda pessoa pública tem, reconhecimento do trabalho, o carinho que a gente recebe do público, etc... Em compensação, aquele sábado que você sai descabelada de casa pra resolver alguma coisa urgente e acaba numa roda de adolescentes te pedindo uma foto é dureza. Autógrafo no meio da refeição no restaurante também é fogo.

O que acha do culto às celebridades?
Faz parte dessa época louca em que a gente vive, não adianta brigar com ela, mas procuro não participar.

Você vê ou já viu o Big Brother Brasil? O que acha deste fenômeno?
Nunca assisti nenhum inteiro, você acredita? Acho a idéia até bem interessante se você quer saber, mas acho o elenco em geral muito sem graça, não consigo me interessar por aqueles personagens. Acho também a competição que rola no programa uma baixaria que dá dó.

Qual é a sua relação com o Rio de Janeiro?
AMO o Rio, amo. Quando crescer quero morar no Rio, de frente pra praia. Já morei no Rio quando era adolescente, e tenho muita vontade de voltar a passar uns tempos aí. São Paulo é ótima, eu adoro minha cidade,  mas o Rio deve ser mais gostoso de morar, não é? Eu tenho família e muitos amigos no Rio, além de ter uma intimidade com a cidade, então me sinto muito confortável. Sei aonde ir pra comer, pra passear, e mesmo quando estou trabalhando, me sinto meio de férias aí.

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