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Por Marcia Oliveira

PARCERIA SOCIAL
A loja Parceria Carioca há sete anos reúne em suas prateleiras artigos de mais de 200 fornecedores de vários estados. Surgiu em 1998, em razão da necessidade de escoar a produção das alunas formadas pelo Instituto São Cipriano no curso de artesanato da designer Flávia Torres. Foi nessa época que desenvolveram o famoso bracelete que foi parar no braço da rainha da Jordânia e ainda hoje é carro-chefe da loja. O nome Parceria Carioca reflete exatamente a prioridade de gerar oportunidades para ONGs, cooperativas e artesãos. Nas araras, ao lado de marcas conhecidas, estão artigos produzidos pela Costurarte (cooperativa de Santa Cruz), São Cipriano (instituição profissionalizante de Campo Grande), Fuxicarte (Santa Cruz), Projeto Novos Caminhos (Hospital Fernandes Figueira) e Oficina de Agosto (objetos em material reciclado).
Tel.: (21) 2511-8023.

INCENTIVO À RESPONSABILIDADE SOCIAL
O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, e representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) lançaram, em 19 de abril, o Manual de Incentivos Fiscais para Projetos Esportivos Sociais, que visa a estimular as empresas brasileiras a financiarem projetos voltados para atividades desportivas entre crianças e adolescentes em faixa de risco, em troca de benefícios fiscais. A proposta é que as empresas façam a doação de bens ou realizem depósitos em nome do Fundo Nacional da Criança e do Adolescente (FNCA) e, em contrapartida, tenham o valor do investimento abatido do Imposto de Renda, desde que não exceda 1% da cobrança devida para pessoa jurídica e 6% para pessoa física. As empresas escolhem qual projeto esportivo-social será beneficiado e acompanham a realização deste na instituição.

FORMANDO CIDADÃOS

A Escola Americana do Rio de Janeiro, na Gávea, é um exemplo de como as escolas podem abrir suas portas para a comunidade. A instituição exige que os alunos do ensino médio somem seis horas por ano de serviço comunitário, e os que não cumprem a exigência correm o risco de ficar sem o diploma. Os estudantes escolhem o projeto do qual desejam participar, mas também são encorajados a criar projetos originais que beneficiem tanto a escola quanto as comunidades vizinhas. Em um dos projetos, uma vez por semana alunos voluntários recebem na biblioteca crianças moradoras da Rocinha, para que elas tenham contato com livros e com temas que valorizem sua auto-estima.

A escola sedia a ONG FAISE (Federação de Agências para Inter-Relacionamento Sócio-Educativo), que promove ações sociais em prol da Rocinha, como o curso de artesanato “Rocinha por nossas mãos”. Direcionado a um grupo de aproximadamente 50 mulheres moradoras da comunidade, o projeto tem contribuído para o aumento da renda familiar das assistidas, muitas com vários filhos e abandonadas pelos companheiros. Elas já estão comercializando em lojas da Zona Sul os produtos que aprenderam a fazer com a orientação de artesãos, mas este ano o projeto perdeu o apoio de uma empresa de telefonia e está em busca de patrocinadores. Tel.: (21) 2512-9830.

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